sexta-feira, 9 de abril de 2010

Decifrando o sentido certo

Sabe aquela expressão que você não sabe por que aquilo deveria significar aquilo?
Mande-a para mim, compartilhe e poderei dar um sentido mais amplo para ela.

Este roedor estava tranqüilo cuidando de seus afazeres diários quando uma expressão acabou por intrigar esta criatura que aqui vos fala. Ao entrar no local onde trabalho, uma de minhas colegas de serviço comentou que o lixo havia enchido rápido demais.

Fiquei perplexo, olhei para a área externa e vi que as pessoas estavam mesmo produzindo muito lixo. Aí fiquei imaginando, será que o sentido real da expressão “você está me enchendo o saco” faz referencia a esta situação?

Pois bem, se o saco está cheio e não foi você quem produziu tudo aquilo, significa que alguém o encheu, correto? Quando estiver na sua casa, com visita, e perceber que já está na hora de trocar o saco, significa que a pessoa já deu trabalho demais para você. Está na hora de dar um jeitinho dela ir embora. Ou é normal você trocar o saco de lixo duas vezes no dia?

Sei que isto é um absurdo, mas certas expressões perdem suas verdadeiras origens com relação ao seu significado. Sobram apenas as especulações, como esta que acabei de escrever. O saco pode não ter sido necessariamente um de lixo. Nem precisa ter sido um saco também. Nem precisava ter sido enchido também. Ok, acho que já deu, exagerei agora.

Acho que desta forma, o significado ganha uma certa amplitude. Porque não creio que se alguém ficar assoprando um saco vazio para encher com ar, acabará irritando alguém. Certamente poderá ficar sem ar nos pulmões, fazendo um bem imenso para sociedade não fazendo mais parte dela. Creio que se alguém tentasse encher o “outro” saco (se é que vocês me entendem), não vejo de que maneira, nem o material necessário para conseguir realizar tal feito.

Viajei na maionese, mas a expressão faz mais sentido agora. Isso é tudo pessoal.

Adeusinho e muitas nozes para vocês!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Profissões que estressam nº. 02

Ensinar uma pessoa já estressa. Multiplique isso por trinta e cinco e voilá. Professor, esse é o nosso assunto de hoje.

Quem escolhe ser professor tem de amar de corpo e alma essa profissão. Não é para qualquer pessoa decidir passar o restante de sua existência trabalhando num local que muitos lutam com todas as forças que dispõem para tentar sair de lá. Pessoas que quando estão na escola mal conseguem visualizar que passaram, ou passarão, onze anos até que finalmente estarão se livrando dela. As salas de aula definitivamente não guardam as melhores recordações destes áureos tempos, tempos estes que tínhamos muita juventude e pouco juízo. Imagine uma pessoa em prisão perpétua. É mais ou menos esta imagem que tenho de um professor.

Mas para quem pensar que ser professor é fácil, digo que vocês estão profundamente enganados. Pra começar precisa primeiramente aprender a ensinar. Tudo bem que saber ensinar é um dom, mas se tem faculdades que formam professores, logo, devem ensinar a ensinar também. Para mim o professor do professor é professor duas vezes.

Passada a etapa do aprender a ensinar (obviamente você aprenderá isso dentro de uma sala de aula, pois você nunca estará livre dela) e o quê ensinar, você está pronto para ensinar? Não amigo leitor, até agora tudo foi apenas didático. Você terá de entrar numa sala de aula (quanta novidade!) e fazer um estágio, pelo menos até pouquíssimo tempo atrás existia isso. Só após esta etapa estará apto a lecionar.

Agora vem a parte cruel de toda esta saga. Até agora eles fizeram de tudo pra manter você dentro de uma sala de aula. Após sua graduação, eles te botam pra fora, sem piedade e fazem você correr atrás do prejuízo. Terás de encontrar uma sala disponível para iniciar a prática remunerada de sua profissão. Aí toca fazer concurso para adquirir pontuações até conseguir ser efetivado no cargo. Caso contrário será a mesma correria todos os anos.

E como se isso tudo não bastasse, terá sempre aquele aluno sacana, espertinho e filho de uma puta que acha que sabe mais do que você, um professor. E você não poderá fazer nada além de dar um sorrisinho amarelo. Porque se fizer, o pai ou a mãe vem na escola e além de acusar de não ter tido uma postura que se espera de um professor, ainda joga na sua cara que ganha mais que você e paga seu salário através dos impostos.

Sei que pode parecer pouco, mas acho que esta é a única forma que tenho para dizer que valorizo o trabalho de vocês professores, e que definitivamente, vocês merecem um pouco mais de remuneração. Por hoje é só.

Inté a próxima pessoal!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Inutilidades que criamos nº. 02

Existem produtos que já são criados com a finalidade de induzir o consumidor de que ele realmente é útil. Assistindo TV, me deparei com um objeto que, em certo ponto, até poderia ser útil, mas não significa que você deve imediatamente compra-lo. Numa das demonstrações, a belezoca simplesmente extraia todo suco de uma mandioca crua. Caros amigos estou me referindo ao famoso Juicer. Mas o que me deixou encafifado foi a legenda abaixo do vídeo informando que a mandioca deveria somente ser consumida após prévio cozimento e que aquilo era meramente uma demonstração do produto.

Então porra, para que comprar algo se não se pode consumir um produto naquele estado. Tudo bem que mandioca crua deve ser horrível e que o suco dela não deve ser nada apetitoso, mas comprarei o fazedor de suco de mandioca apenas para se exibir? Ah, francamente!

Outra coisa interessante. Um narrador diz que o Juicer separa completamente o bagaço e as sementes da polpa da fruta, conseguindo assim aproveitar todos os seus benefícios sem nenhum desperdício. Uma faca, um liquidificador e uma pessoa com paciência fazem o mesmo serviço por um terço do preço que você gastaria adquirindo o processador.

Prometi para mim e para minha família. O dia que este produto conseguir extrair leite de pedra, no sentido real da expressão (colocando-se pedra no processador e obtendo-se o leite), eu indicarei este produto a todos que me perguntarem. Inclusive o darei de presente de casamento a quem quer que esteja se casando. Enquanto isso, economizo meu dinheiro e continuo produzindo meus sucos (por que para minha só existe esta utilidade naquele produto) da maneira convencional.

Sobraram bagaços? Ok inscrevam-se naqueles cursos gratuitos (ou paguem por eles, sai mais barato que o Juicer) que ensinam como aproveitar as sobras dos alimentos e façam bom proveito.

Inté a próxima pessoal!!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Com a palavra, o roedor...

Desculpem-me pessoal, esta postagem deveria ter saído ontem. O Lord ficou P... da vida comigo, pois hoje era o dia dele. Amanhã ele está de volta com nova postagem. Enquanto isso, fiquem com o post atrasado.

Das muitas cenas que presencio todos os dias, talvez uma das mais estranhas venha a ser a famosa briga de trânsito. Por que parece que dos envolvidos tem culpa. Ninguém quer reconhecer que errou. Todos são exímios motoristas.

E a cena procede sempre da mesma forma. Após a colisão, ou esbarrão, os condutores de ambos os seus veículos e começam uma batalha verbal que se não fosse a interferência policial (que geralmente quem chama é quem está assistindo a discussão) duraria eternamente. Quem acompanha de longe pensa que é um debate entre dois candidatos rumo à presidência. Por mais atrasados que estejam os motoristas, eles nunca terminam essas discussões rapidamente. E utilizam como desculpa para justificar seus atrasos aos seus respectivos compromissos.

Com crianças nos carros, a briga fica mais interessante. Enquanto de um lado pais discutem uns com os outros sobre a causa da batida, do outro, seus filhos brigam por querem que o seu pai tenha batido no carro do pai do outro. Geralmente os pequenos pensam “Que maneiro, papai bateu o carro”. Acho que para estes casos as crianças encontraram a melhor solução. Quando éramos crianças, quando fazíamos alguma traquinagem, ou cagada mesmo, sempre procurávamos sair o mais rápido possível do local do crime. Se nós quebrávamos o vidro de alguma janela, era pé na tabua ou cinto na bunda. Penso que deveríamos usar a sabedoria infantil e agir da seguinte forma, tanto para quem bateu quanto para quem levou a batida. No momento da colisão saia o mais rápido possível do local pensando que você foi o autor. Sempre fez besteira quando pequeno, por que não deveria fazer depois de grande. E outra, se você tem tanto dinheiro que conseguiu até comprar um carro, mesmo que financiado, o que é gastar um pouco mais para evitar discussões desnecessárias. Acho que compensa mais pagar por uma lanterna traseira quebrada, ou um pára-choque amassado, do que pagar mico no meio da rua gritando e discutindo por algo que terá de ser reposto de qualquer forma. Discutir não fará desaparecer nem amenizar o estrago.

E todos ganham com isso. O transito é liberado numa velocidade que nunca vimos antes. Os policiais podem se preocupar com algo mais importante do que uma simples briguinha de transito. E vocês conseguem chegar mais cedo em suas casa, tomar aquele merecido banho após o serviço e descansar, afinal no dia seguinte terá de reparar os danos. Mas pelo menos não se estressou com nada.

Isso é tudo pessoal. Adeusinho e muitas nozes para vocês!!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Estranhezas mentais nº. 05

Voltemos a nossa programação normal. Tudo não passou de um engano, você está enganado, acho que me enganei. Quanta enganação. Esse é o assunto de hoje. Enganar, palavra que todo mundo usa, mas que ninguém dá a mínima importância a respeito. Como as pessoas enganam, conseguem enganar ou ser enganadas com tanta facilidade?

Primeiramente, o que quer dizer engano? Está lá no pai dos burros, o dicionário, para quem não sabe (Aliás, o avô dos burros. O novo pai dos burros é o Google e a mãe a Wikipedia. Mas você precisará do pai para achar a mãe!!!). Voltando ao assunto, o significado de engano. Falta de verdade no que diz, faz crê ou pensa. Traduzindo, se todo mundo se engana é porque falta verdade, logo, não passa de uma mentira, levando assim para um mundo cada vez mais mentiroso. Como a mentira tem pernas curtas, descobre-se a enganação com facilidade.

Quem engana alguém, conta mentira para enganar. Quem se engana, pensa numa mentira para se auto-enganar. Quem foi enganado, foi burro demais e acreditou na mentira. Ficou claro para vocês?

Aí neguinho vem e me fala. E quando nos enganamos ao fazer algo? Respondo na hora:Você não se enganou, você errou. Enganar induz ao erro. Errar não induz ao engano. Não existem mentiras que caibam no erro que você cometeu. Engano é você achar que foi um engano e não um erro. Você engana a si mesmo, leia-se mente, para achar que não errou.

Já estou ficando confuso com toda esta história. Daqui a pouco me engano com relação a algo e erro. Ou erro e acabo enganando a todos vocês.

Para encerrar, uma releitura de um dito famosíssimo. Errar é humano. Enganar-se ou achar que se enganou, é burrice.

Inté a próxima pessoal!!!